Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, sobre o boletim divulgado pela Direção-Geral do Orçamento, Miguel Frasquilho defendeu que a leitura dos dados da execução orçamental até abril tem de ter em conta "dois fatores que são extraordinários".
Um destes fatores foi "um pagamento extraordinário de juros de 225 milhões de euros" e outro "a amortização de endividamento da RTP que foi toda concentrada nos primeiros meses do ano", no valor de "cerca de 350 milhões" de euros.
O deputado e vice-presidente da bancada do PSD acrescentou que, "expurgando estes efeitos, o défice do Estado cai 5,2%".
Segundo Miguel Frasquilho, "excluindo os juros da dívida pública, a despesa primária cai 3,6% e a despesa total cai 1,6 %, contra um objetivo de diminuição de 0,9%".
"Portanto, nós temos aqui contas públicas e, sobretudo, uma evolução da despesa pública que penso que não tem paralelo com o que existiu no passado recente. E ainda bem, porque isto significa também que os esforços e os sacrifícios que os portugueses estão a fazer, e que são muitos, estão a valer a pena", considerou.
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