"Nunca tirei dinheiro da empresa", afirmou, no início do julgamento, Paulo Rocha, que é suspeito de ter matado, em maio de 2012, o gerente da Presdouro, uma empresa de prefabricados em betão, em São João de Ver.
O arguido dedicou a maior parte do seu depoimento a explicar os movimentos financeiros da empresa, onde trabalhou cerca de 18 anos, com vista a justificar a diferença existente entre a folha de caixa e o registo diário realizado por si.
Segundo o arguido, esta diferença tem a ver com quantias em dinheiro que lhe eram pedidas pelo patrão e que o mesmo dizia para não registar no relatório.
Paulo Rocha, que além do ordenado mensal afirmou ter recebido gratificações "por fora", que podiam chegar aos dez mil euros por ano, negou ainda que tivesse acesso às palavras-passe para movimentar as contas bancárias da empresa e do falecido.
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